| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | H. furcifer |
O bico-reto-azul é uma ave da ordem Apodiformes da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) hëlios = sol; e mastër = buscador?; e do (latim) furcifer, furcifera = aquele que carrega tesoura; e -pteros = asa. ⇒ (Beija-flor) que busca o sol e carrega tesoura.
Mede entre 12,6 e 13 centímetros e pesa entre 5 e 6,5 gramas.
Possui um bico um pouco maior do que os outros beija-flores. Há dimorfismo sexual. Machos apresentam garganta rosa, com a parte inferior (do peito até infra-caudas) azul-escuro bem iluminado e brilhante e parte superior verde. Ao contrário da maioria das outras espécies, o (Heliomaster furcifer) apresenta 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquire uma plumagem de descanso. O macho adulto perde sua plumagem exuberante iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie.
As fêmeas possuem parte superior verde e a sua parte inferior é cinza.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
R. Grantsau (Os Beija flores do Brasil:Expressão e cultura,1988) cita o período reprodutivo da espécie entre novembro e março. H.Sick, em seu “Ornitologia Brasileira”, (Nova Fonteira,1997) informa que a espécie, juntamente com sua prima H.squamosus, apresenta anualmente duas mudas de penas, a nupcial e a pós nupcial, sendo que nessa última, “adquirem uma plumagem de descanso reprodutivo ou eclipse, pela qual perdem o azul do vértice e o vermelho da garganta, tornando-se semelhantes às fêmeas. Readquirem a plumagem nupcial à partir de outubro”.
São raras as espécies residentes no Brasil que apresentam esse padrão, como alguns caboclinhos (Sporophila bouvreuil, S. ruficollis, S. melanogaster), o tiziu (Volatinia jacarina) e os beija-flores (Heliomaster squamosus) e (Heliomaster furcifer) (Mallet-Rodrigues, 2000).
Em Carmo do Paranaíba, região do Alto Paranaíba, Minas Gerais, permanecem entre abril e setembro, com as penas do pescoço claras ( ainda com plumagem de eclipse), e desaparecem em setembro, aproximadamente, já com as penas do pescoço róseas ou “vermelhas”, quando migram para outras regiões, onde provavelmente se reproduzem.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: